Archive for the ‘SEXO’ Category

Nossos Parabéns ao Freitas

quinta-feira, abril 15th, 2010

G. orgia

segunda-feira, março 15th, 2010

Adoro Enlatado Curitibano

segunda-feira, março 1st, 2010

mais um arranjo da dupla fantástico e fabuloso, Igor Vianna Muller e Eduardo Rohn

cobrindo a Olimpíada da Diversidade, na praça Osvaldo Cruz, em Curitiba, e, apresentando Vanessa Purple, Lauane Spears, Theodor and Dick Hurts

fale com - igorvianamuller@gmail.com

D´lírios

sábado, fevereiro 20th, 2010

Diferentes rotinas, locais de trabalho e experiências de vida diluem-se na vertigem e silêncio
da expectativa que partilham em comum, à espreita do sinal que anunciará o próximo cliente do dia.
No intervalo entre um programa e outro, a sensibilidade da prostituta, presente no testemunho de quatro
mulheres que escolheram viver em sigilo as fantasias e desventuras da profissão mais antiga do mundo,
ganha foro íntimo em D’Lírios

Documentário de Ivan Sebben e Mariana Skraba - atenasmari@gmail.com

Abstract Caroline

quarta-feira, janeiro 13th, 2010

um vídeo [de Arnaldo Belotto] abstrato sobre sexo

POLE STREET Léo Glück BURLESCAS

quinta-feira, janeiro 7th, 2010

street pole dance da minha atriz favorita pelas ruas de Curitiba

pole dance da Léo Glück

terça-feira, dezembro 1st, 2009

 www.companhiasilenciosa.com

 www.myspace.com/leogluck

Cinzas

domingo, novembro 29th, 2009

por Fábio Mattosofabio_mattoso@hotmail.com

Entro em sua casa, a porta dá direto na cozinha. Tanto quanto tímido, tiro meu tênis e deixo ao lado da porta. Você vai direto ao banheiro, que fica no corredor entre a cozinha e o quarto. Observo a cozinha. Fogão, pia, armário, um radio com cd e vinil e K7 - e é novo. Há também a mesa, com outro armário na parede oposta a parede do fogão. Na parede do meio, uma grande janela de onde se vê o centro da cidade inteiro. Tudo muito bem organizado. Alguns CDs, nenhum vinil, livro ou K7. No armário, algumas bebidas quentes. Você sai do banheiro e vai direto para o quarto. Não te vejo de onde estou - apenas escuto o que fala, aliás, fala sem parar.

Fala sobre como foi a noite, como foi o carnaval, sobre como anda sozinha, sobre como me deseja há tempos, sobre não ter beijado no carnaval inteiro e sobre já ser quarta feira de cinzas. Me faz notar que salvei seu carnaval. Não sei o motivo, mas me sinto bem com isso. Falando ainda, você volta à cozinha - que agora percebo também ser sala. Direto a geladeira, me entrega uma lata de cerveja, junto com um beijo delicioso e molhado. Vai ao armário e pega uma garrafa de whisky e serve uma dose generosa. Bebemos no mesmo copo.

Eu fico quieto. Ainda não acredito que estou aqui. Como é que um bêbado num boteco, no final do carnaval, vem parar na casa da mulher que é considerada uma das mais lindas e gostosas da cidade? Uma mulher que os homens pagam uma fortuna para terem durante alguns minutos. Uma mulher forte como você. Deve ser meu charme. Minha simpatia. Minha aparência. Ou desespero seu.

Você me faz parar de pensar, para de falar um pouco e me beija.

Me beija apaixonadamente e eu correspondo. Levanta da cadeira e senta no meu colo, continua me beijando e me abraça. Eu tento avançar, minhas mãos invadem sua blusinha, uma acaricia suas costas, a outra permanece parada, você continua a me beijar te afasto um pouco, suficiente para minha mão buscar seus seios, você tira minha mão e a deixa na barriga. Você para de me beijar e bebe um gole da bebida, eu mato minha cerveja. Levanta e me traz outra. Dessa vez vejo dentro da geladeira. Há cerveja o suficiente. Senta novamente no meu colo e voltamos a conversar. Dessa vez falo mais. Falamos sobre tudo e nada. Tudo não importa. E o nada me faz te entender. E te entendendo, me apaixono. E me entrego à paixão. Mesmo que seja só por essa manhã. Mesmo que seja só por esse dia. E tenho consciência disso e você, você também sabe, melhor do que eu.

continua…

Bio Dementia Vampiria

sexta-feira, agosto 28th, 2009

Um drink no inferno. E o garçom é meu amigo. Em cima do balcão uma ruiva branquinha dançando. Alerto um cara: “Olha bicho, cuidado que essa mina dá chute”. E ele me responde “eu sei” mostrando o beiço cortado

por Leandro Hammerschmidt

Confesso que aceitei desconfiado o convite do Carlos Zava pra ir ao Opera 1 curtir o festival Bio Dementia Vampiria - de música gótica. Primeiro, porque não sou muito fã deste estilo de música, de vida, de arquitetura, sei lá que diabo. Nada contra, nada mesmo, mas, na verdade, nunca soube ao certo o significado de ser “gótico”. Era uma criança quando assisti “De Corpo e Alma” e me lembro do gótico Reginaldo, interpretado por Eri Jonhson – mas calculo que aquilo seja mais um estereótipo de novela da Gloria Perez. Só que não desprezo estereótipos. Eles servem pra facilitar nossa “compreensão” das coisas. Além do que, como diz o Michael Jackson “a mentira vira verdade”, e nem é questão de repetir. A coisa vai se fazendo. Enfim.

Fui ao Bio Dementia cheio de velhas ideias e levei minha irmã Sabrina (como fotógrafa), e meu camarada Sandro Sal (pra beber mesmo). Na escada do Opera encontramos um monte de gente branca e maquiada. Fiquei enciumado com a receptividade das moças para com a minha irmã. Nada comigo.

Na programação do Bio Dementia Vampiria anunciava pirofagia, concurso de fantasia (melhor vampiro, melhor vítima) e boa música. E, realmente, a banda Nahtaivel é surpreendente: o cara de coringa toca um dark electro sinistro e o guitarrista é um negão fudido. O que deu a entender a principal atração do festival era a banda Encarmation, uma cover de The Sisters of Mercy e a terceira banda era Scarlet Leaves.

Sinceramente me lembro só da primeira porque estava sumido no show da segunda e fiz uma “saída de emergência” antes da última.

Dark Roon

Estou solteiro e dei um perdido na minha turma pra conferir o quarto escuro e, olha, fiquei satisfeito, muito satisfeito! Além de ter cerveja à preço razoável (pra balada), no Opera 1 dá mais mulher que homem. Uhul. E dei sorte aquele dia. As coisas iam tão bem que já não me agüentava mais de esperar o momento em que as portas seriam trancadas e as moças virariam vampiras e o DJ anunciaria no microfone a nossa morte, ou pior, às portas trancadas e de repente o uivo horripilante do lobisomem americano em Curitiba. Qualquer coisa de cinema. Mas não, claro que não, né! No máximo o Zé Pilintra estava solto na balada. Mas ninguém virou lobisomem. Pelo menos, na minha frente. Talvez lá no Dark Roon. Oh, yeah, lá no Opera tem um quarto escuro cheio de vampiras lésbicas!

Ar fresco e ventos do passado

Saí pra tomar um ar no largo da ordem, pensando em voltar. No passeio encontrei um povo “gótico” ali nas escadarias - perto das ruínas da São Francisco - no lugar onde está enterrada a cabeça da cobra-verde que destrói o chão e os muros da cidade -, é lá mesmo onde a rapaziada joga peteca e toma vinho.

Subi as escadas, dei uma olhada e senti saudade da adolescência: quando gostava e freqüentava muito o largo da ordem. Quando ia direto ao Bills Bar curtir um cover. Encontrava o Feijão, o Farofa, o Fedor, Gnomo, Kolb e toda a turma do Colégio Estadual do Paraná – bom tempo. Quem viveu sabe que no Bills todos os dias a gente podia ouvir Paranoid, dar uns gritos e conhecer gente esquisita. E foi nesse lugar que tive contato com algumas pessoas que reconheci como góticos.

Naquela época, adolescente, não “fui pras cabeças”, e pior, fui bem cusão até, ao recusar o convite da minha primeira mulher pra tomar um vinho com eles no cemitério municipal. E ler poesia, será?

Gosto de vinho, viro uma “borsa” quando tomo muito, mas não curto lenga lenga: rituais, poesia, grupos. Mas nem sabia que o negócio era quente. Senão até teria me infiltrado antes.

O que é ser gótico?

Existe um site que explica em poucas palavras o que é ser gótico. Como não tinha a referência e nem resposta para “o que é ser gótico?” Procurei resposta na fila da cerveja: perguntei a um cara, mais ou menos da minha idade, 26, se existe um grupo de góticos, uma seita, uma confraria, sei lá que diabos, aqui em Curitiba? E ele foi taxativo ao dizer que não! Garantiu-me que o que existe hoje é um estilo, um estilo de rock.

Como estava me dando bem com as originais e já sem força de vontade pra apurar as informações. Resolvi dar por encerrada minha pesquisa jornalística e passei a curtir a festa e fotografar as beldades que dançavam em cima do balcão. Fotografei ao melhor maior estilo “uau, domingo legal”, mas é claro que não vou publicá-las - vai saber a idade das vampiras.

A festa estava do caralho

E só acabou quando quis dar uma de Terry Richardson e fotografar o quarto escuro. Turma, na real, só bati um flash pra alumiar a festa, ser a lâmpada da orgia. Porra, sou da muka! Mas não colou, levei um esporro daqueles. E fiquei quieto, no máximo rindo, porque sei que fui moleque, mas… Deixe baixo. Como estava (tarde), sem alho, sem razão, cozido e ainda em minoria, achei melhor sair da festa batido e evitar derramamento de sangue tipo A+.

REAÇÃO EM CADELA (primeira parte)

segunda-feira, fevereiro 16th, 2009

[Erotismo & Morte ou Abandonem Qualquer Esperança de Influenciar-me] Momento de prazer aqui no JTG. Nossa coluna de sexo acaba de ser abastecida com mais um conto da Léo!

Por Léo Glück - gluckose@hotmail.com

Dessa vez ele gozou.

Dentro.

Sua expressão aleivosa e lucipotente me horrorizou.

Como uma mão enluvada, escorreguei para fora da cama.

A orgia é o momento explosivo da modernidade, pensei. O que fazer após a orgia? Me sentia cansada, tinha fome, tinha ódio. E vontade de matá-lo. Eu sou gentil, talvez esquartejar seu corpo inconsciente, úmido de humores mórbidos, que eu tanto lambi. Congelar seus pedaços para mais tarde.

No princípio um beijo, um cigarro e uma esperança. Eu precisava deixar a vida de puta. Não estava sendo racional e me sentia cartesianamente errada. Gostaria de passar a fase das peripécias. Gostaria que Deus me desse, a mim também, a paz sexual.

Para mim o amor não virá jamais, penso isso abrindo a geladeira e pegando a margarina. Que, por sua vez, pobre coitada, será usada como vaselina. Nem a ela lhe foi dada a chance de escolher. Ligeiramente desviada de seu fim primordial.

Com os cinco dedos tortos deslizando no meu rabo, ele sorriu. Pediu meu botão rosado, a real entrada do castelo. Não, os olhos são apenas as janelas, meu bem. Com venezianas. Cerradas. Rodopiando, os lírios negros totalmente maduros. A pulsão secreta me mordia as entranhas, o prazer em mim, queria aquela entrada, pedia, piscava. O sol da tarde na minha boca, o mundo, os carros, a menina rebelde nos campos de girassóis, as folhas do outono, nada disso iria parar. Mas a coreografia era bonita, e incansável.

Afinal de contas, It’s In Our Hands. It always was.