Archive for julho, 2009

ADIADA A ESTRÉIA DO FILME OUTROS OLHOS

sexta-feira, julho 31st, 2009

Devido à disseminação do vírus da Gripe A H1N1 na capital paranaense e aos cuidados que a Secretaria Estadual de Saúde orienta, sejam tomados, FOI ADIADA A ESTRÉIA DO FILME OUTROS OLHOS.

O filme, realizado pela oitava turma do Curso Prático de Cinema Digital da Cinemateca de Curitiba estava com a estréia prevista para HOJE, 31 DE JULHO, na Cinemateca de Curitiba.

A Assessoria de Imprensa do Filme agradece a compreensão de todos. NOVA DATA SERÁ MARCADA e divulgada assim que as condições de saúde forem propícias à realização de um evento deste porte, o qual ocasiona aglomeração de pessoas.

Vanda Moraes - vandymoraes@yahoo.com.br

Want a good night’s sleep? Have sex, say doctors

sexta-feira, julho 31st, 2009

pizza, cerveja preta… ela te seca do banho e você dorme, no meio da noite olha o quintal atrás de um bandido. O bandido de vocês. Você é o homem que escuta a porta. Ela se assusta e vocês se divertem com um peido na hora errada.
a vida é simples, senti, mas não faz sentido

OUTROS OLHOS na Cinemateca

terça-feira, julho 28th, 2009

O curta-metragem Outros Olhos (filme da Oitava Turma do Curso Prático de Cinema Digital da Cinemateca de Curitiba), fala sobre identidades, sobre ver e não sentir, sobre sentir e não poder ver. Clara, uma moça doente procura Heitor, parcialmente cego, solitário e rejeitado em uma redação de um jornal qualquer, escrevendo sobre obituários de forma lírica, que encantam a bela moça. Enquanto sua estranha relação se aprofunda, uma terceira pessoa (o vigilante) vê tudo pelo olhar das câmeras do prédio, e de seu vazio existencial busca imitar o que acredita ser um cenário de vida mais rico que a solidão de sua cabine de monitoramento.

Serviço:
lançamento do curta-metragem OUTROS OLHOS
Estréia: 31 de julho de 2009
Horário: 20:00 hs
Local: Cinemateca de Curitiba - Rua Carlos Cavalcanti, 1174, São Francisco

Utopira

segunda-feira, julho 20th, 2009

Olá, Pessoas!

Após alguns meses de trabalho, um filme independente, realizado em Curitiba, acaba de sair do forno.

Trata-se de “Utopira”, uma obra produzida por Jackson Sardá, Eduardo Rohn, Igor Viana Muller e Gustavo Jugend.

O lançamento ocorrerá no Dom Corleone Bar, quinta-feira (23-07), a partir das 20 horas.

Na preliminar, haverá a exibição de “In The Pen Dance Day” (No Dia da Dança da Caneta), da eedstudios



memorável obra de Eduardo Rohn e Igor Viana Muller, produzida em 2007.

Não paga nada para entrar. Cinema público, gratuito, e de qualidade.

Espero ver vocês por lá. A cerveja é gelada, e os preços, módicos.

Venha, apareça…

Beijos e Abraços,
Jackson Sardá.

20-07-2009.

Serviço:

Lançamento: “Utopira”
Local: Dom Corleone Bar
Data: 23-07-2009 (quinta-feira)

Endereço: Rua Constantino Marochi, 710. Alto da Glória
Horário: 20 horas (8 da noite)
Telefone do Bar: 3353-6626 (Alberto)
Preço: free (de grátis, na faixa, 0800, na macaca)

Di do Glauber

segunda-feira, julho 20th, 2009

por Leandro Hammerschmidt

Quando assisti DI, do Glauber Rocha, filme premiado em Cannes, voltei a gostar mais dele e percebi: a única coisa que interessa é a liberdade, especialmente na montagem, e Glauber tem! Nada mais, DI é só o velório e enterro do pintor das mulatas… com recortes, vermelho, dentes, patranhas, antonio/marina, umbabarauma, a força de 22 e as palavras do Glauber explodindo.

A família pediu e a justiça interditou a exibição pública. Tomara que não interditem nosso blog:

Harry Potter e o enigma do Príncipe

quarta-feira, julho 15th, 2009

 por Thalita Uba - uba_thali@yahoo.com.br

É com grande lamento que venho relatar minha decepção ao assistir, em primeira mão, ao filme que relata mais uma parte da saga do bruxo mais famoso do mundo. Harry Potter e o enigma do Príncipe, que chega às telas nesta quarta, segue o mau exemplo do 5° filme (baseado em Harry Potter e a Ordem da Fênix), trazendo mudanças significativas na história original e pecando na adaptação do roteiro, frustrando fãs e leitores assíduos da coleção de J. K. Rowling.

Não bastassem as modificações chulas feitas na história do livro (que, por exemplo, eliminaram boa parte da graça do romance entre Harry Potter e Gina Weasley), a criação de cenas novas se mostrou completamente desnecessária, uma vez que muita informação importante fora deixada de fora – não há, por exemplo, menção aos elfos domésticos, importantes na saga e essenciais na continuação da história; os personagens Bill Weasley e Fleur Delacour, presentes desde o início do livro, foram simplesmente eliminados da trama; e diversas memórias importantes compartilhadas com Harry Potter por Alvo Dumbledore foram descartadas. Além disso, diversas passagens não ficaram claras – graças a um roteiro mal amarrado e à eliminação de fatos importantes. Some-se a isso a péssima atuação de Daniel Radcliffe (Harry Potter), que, já não sendo um dos atores mais primorosos de sua idade, conseguiu fazer com que diversas cenas que deveriam, a princípio, ser comoventes e tocantes, ficassem desprovidas de qualquer emoção. Além dele, Michael Gambon (Alvo Dumbledore) também conseguiu a façanha de suprimir a calma e a serenidade que o querido diretor de Hogwarts tem nos livros. Por fim, lamento a pouca relevância com que o filme tratou momentos cruciais do livro (como a briga entre os Comensais da Morte e a Ordem da Fênix), abolindo uma necessária dose de suspense e ação que poderiam ter rendido aos responsáveis pelos efeitos especiais um belo divertimento.

Para não dizer que tudo foi um desastre, a fotografia do filme agrada. Os tons escuros utilizados pelo diretor de fotografia garantem a dramaticidade necessária à trama. Destaque também para Jim Broadbent, que faz com excelência o papel de Horácio Slughorn. Para encerrar a breve lista de “prós” do filme, menção honrosa para a direção de arte, que conseguiu fazer com que os estúdios da Warner Bros se parecessem realmente com a escola de magia e bruxaria descrita nos livros.

Parece-me, infelizmente, que Steve Kloves (roteirista, que também adaptou os quatro primeiros filmes da franquia) se perdeu no meio do caminho. Não sei se por influência de David Yates (que dirigiu somente Harry Potter e a Ordem da Fênix e Harry Potter e o enigma do Príncipe) ou por falta de habilidade para colocar na tela as 652 páginas do livro. O fato é que, mais uma vez, uma história coesa e sem falhas no papel chega às telas de forma distorcida e confusa. Uma pena para os fãs do bruxo.

horas de verão – A arte plena ao alcance de todos

terça-feira, julho 14th, 2009

por Joba Tridente - jobatridente@hotmail.com


Horas de Verão
é a Arte de fazer Arte de colecionar Arte de herdar Arte de avaliar Arte de comprar Arte de expor Arte de ver Arte.


É possível herdar objetos de arte e com eles o sentimento de quem os produziu ou as lembranças de quem os adquiriu? Quando um objeto meramente funcional se transforma em arte? O que é arte? Horas de Verão (L’Heure D’Eté), filme de Olivier Assayas, trata com ternura e beleza dessas e de outras questões relacionadas à arte de viver e conviver com arte em família, antes e depois da herança que vai além dos bens materiais.

 

Com roteiro do próprio Olivier Assayas e a sutileza na marcante fotografia de Eric Gautier, Horas de Verão inicia com a comemoração dos 75 anos da elegantíssima Hélène (Edith Scob), na companhia dos três filhos: o economista Fréderic (Charles Berling) - que mora na França, a designer Adrienne (Juliette Binoche) - que mora nos Estados Unidos, e o executivo Jérémie (Jérémie Reinier) - que mora na China, além das noras e netos. Enquanto os filhos comemoram o raro reencontro, Hélène tem preocupações que somente Fréderic ouve: o destino das obras de arte reunidas pelo tio-avô Paul Berthier, também grande artista, após a morte dela, que não tarda. Não há um testamento, apenas anotações e conversas soltas sobre a conservação e o destino das obras e da própria casa. Com dois filhos morando fora da França, e sem intenção de voltar, é hora de cada um dos irmãos tomar a sua decisão em relação aos bens herdados: preservar um bem que, apesar das boas lembranças, não será usufruídos por todos ou se desfazer dele, descartando completamente o passado, e aproveitar o ganho com a venda para refazer a vida no presente? Em Depois da Vida (Wandâfaru Raifu) belíssimo filme de Hirokazu Kore-Eda, de 1998, a história gira em torno de uma única lembrança, a melhor, que acompanhará o espírito de uma pessoa por toda a eternidade. Dizem que quando alguém morre não leva nada da vida…, mas, por menos que se tenha, sempre se deixa alguma coisa, como é o caso de Horas de Verão.

 

Muita gente, durante a vida, junta uma coisinha aqui e outra ali, peças de arte ou que serão consagradas como tal depois…, cujo valor maior é a lembrança a que elas remetem. A convidativa casa de Hélène, repleta de obras de arte e de boas memórias, algumas intencionalmente fugidias, não é um museu aberto a apressados visitantes indiferentes às obras expostas. Ali, peça a peça, cada traço, cada pincelada num caderno de esboços e até mesmo cacos de uma escultura de Degas, quebrada por Fréderic, quando criança, tem uma história que, com interesse e dedicação, pode ser resgatada. Ali, cada objeto parece ter sido adquirido para o espaço que ocupa. Coisa alguma está fora de lugar…, apenas o tempo parece não concordar.

 

Como cada um dos filhos (e mesmo terceiros) trata a herança deixada por Hélène, é a grande metáfora do filme. Para o filho mais velho, saudosista, é importante manter tudo como está, para o usufruto de toda a família, em dias que passam mais depressa do que se espera e a tecnologia acaba cegando a todos para as coisas mais simples da vida, como um olhar mais demorado para um vaso que, dependendo do ponto de vista, pode ser um caríssimo objeto de arte ou um simples utilitário para acomodar um ramalhete de flores do campo. Para os dois irmãos, distantes até mesmo das lembranças da infância, a herança parece um fardo que pode ser útil com a venda de tudo ou um peso com a manutenção de uma casa que não desejam mais usufruir. Com a morte da mãe todas as suas lembranças, mesmo que compartilhadas pelos filhos, morreram com ela. E assim como a casa de Hélène fica vazia de lembranças e objetos, também as obras de arte, expostas no Museu D’Orsay, parecem vazias de sentimento e de interesse aos visitantes.

 

Horas de Verão tem uma narrativa distinta que flui em ritmos e espaços diferentes. Enquanto no interior da França, tudo é tranqüilo, saudável, em um clima nostálgico e lúdico de casa de campo com jardins, risos, bosque, cantoria, frutos selvagens…, em Paris vive-se a agitação, o clima neurótico na cidade claustrofóbica com seus ruídos, apartamentos, enlatados, escritórios, elevadores, comida rápida, trânsito ensandecido, onde todos parecem estar constantemente atrasados. Até mesmo a conversa entre os irmãos, sobre o destino da rica herança, muda de humor quando sai da sala da velha casa para terminar num apertado escritório em Paris.

 

Horas de Verão não é um filme previsível e muito menos sem fim, como é comum no cinema francês…, e tão pouco uma película para se ver estressado. Horas de Verão é para ser saboreado com tranquilidade, pois só assim é possível ver e compreender o belo reflexo do começo no final.

o paciente… na adolescência

segunda-feira, julho 13th, 2009

Afinal, anestesiaram o entorpecimento ou entorpeceu a anestesia?

segunda-feira, julho 13th, 2009

por Limerson Morales Costa – limersonm@yahoo.com.br 

Curitiba - Quando eu era um adolescente escrevia poemas, sombras dos ícones que eu lia na época. Seja Vinicius de Moraes, ou o poeta torto Drummond, ou Machado de Assis (esta sombra ainda permanente), ou Mario de Andrade, ou ainda Edgar Allan Poe, Shelley, Byron, Bukowski, ou quem fosse. Incestuava a própria história da literatura na minha produção, desproporcional em vários aspectos. Melhor seria ter virado rockstar. Seria bem melhor…

Fui estudar teatro porque diziam que era bom para acabar com a timidez. Que conceito mais besta… Também diziam que ajudava a superar desafios. Outra bobagem sem tamanho que pouco tem à ver com o teatro como conhecimento, como construção de pensamento. Quer dizer, esta abordagem do teatro, muito comum nos cursos particulares de muitos “não vou dizer o que” espalhados por aí, faz com que, de certa forma, eu possa afirmar que o teatro destruiu a minha vida. Calma, não é bem assim, eu explico.

Em primeiro lugar, o teatro não acaba com timidez nenhuma, e nem é aconselhável ingressar em qualquer tipo de coisa que acabe com a timidez. Isso é um absurdo. Acabar com a minha timidez pra que? Se é nela que se condensa parte da minha história, boa parte da construção dos meus pensamentos também se dão em momentos de timidez. E a timidez, o medo de se comunicar, o medo de se expressar, são necessários parâmetros da expressividade idiossincrática. Como o teatro lida com a comunicação em larga escala, tudo tem que ser alto e grande (porque nos grandes auditórios as velhas míopes e surdas sentam-se no fundo), como o teatro é o lugar de onde se vê, deve ser bom para acabar com a timidez! É isso! Não! Não é bom para isso, não faça teatro para isso. Quando a timidez está atrapalhando, transformando-se em algo mais pathos, não faça teatro para acabar com isso. Deus do céu, que preguiça de refletir.

Por muito tempo o teatro era a anestesia contra a minha timidez. Anestesia, em alemão, narkose. A foto do cheetah anestesiado mostra como parte da minha personalidade, a timidez, foi anestesiada, anulada, num processo de entorpecimento narcótico e narcísico. Confusão de conceitos mal refletidos, só isso. O teatro sempre vai ser o lugar onde se reflete sobre si mesmo, como a arte sempre refletiu sobre si mesma, como um duplo. A anestesia nas artes sempre era suprida por acréscimos comunicantes ao que foi suprimido. Se o dadaísmo e o surrealismo anestesiaram o sentido lógico da literatura, da pintura e do cinema, contrabalançou a supressão do logos com a dilatação do mythos. E Duchamp, anestesiando a aura? Anestesiando qualquer relação de entorpecimento iconográfico numa relação de entorpecimento iconoclástico? O que contrabalançou? Nada, o pós-dadaísmo, pós-modernismo, até o contemporâneo (os nossos) anestesiam o entorpecimento e se entorpecem pela anestesia.

Tenho ansiedades, inseguranças, e delírios. Pra que isso? Seria melhor parar, seria melhor se eu tivesse virado rockstar. Mas estes também foram atravessados pelos seus próprios fantasmas. Enquanto nos atravessam, como um vento, nos retraem. Lou Reed, Alice Cooper, John Lennon. Minha última peça fala sobre a iconografia (Formigas Glitter, 2009). Estou ensaiando uma nova peça (Loading) que fala sobre a iconoclastia. De que? De que se trata o Núcleo Espetacular n.a.r.k.o.s.e.? A sigla é em aberto, e carrega nesta gama, a anestesia e o entorpecimento. Isso que atravessou as vicissitudes das histórias incestuadas envolvendo a produção teatral, dramatúrgica e cênica. O pessoal do teatro se entorpece bastante, inclusive depois das apresentações. Costumam beber até cair, cheirar até cair o nariz, e trepar. No n.a.r.k.o.s.e., depois das peças, eu vou pra minha casa e choooro. De repente recebo uma ligação, uma das atrizes, choraaaando… numa criiiise… TUDO tem à ver com a anestesia do entorpecimento, e com o entorpecimento da anestesia, variantes da crítica artística, das noções de estética, e da autoria de poéticas. É um vocabulário que estou tentando organizar, com base na filosofia, na poesia e na história. E que é demorado, pois exige reflexão.

Dos artistas que criaram o seu próprio vocabulário, com base em traços dos mais particulares e idiossincráticos, sempre nos lembraremos dos mesmos. São os que estão nos livros, pelo menos, quem os lê? Poucos. Pouquíssimos e pouquíssimos fazem um bom uso da memória, porque o artista com vocabulário próprio trata dos seus próprios extremos, dos limites dos seus próprios extremos, e dos não limites dos seus não próprios extremos. O que envolve risco, de vida, de morte e de fracasso. Já tenho falado sobre o fracasso e a falha por aqui. Quero encerrar com esta história sobre a timidez que me atravessava. O teatro só foi um dos meios que me influenciaram a refletir sobre mim mesmo. De todos, o teatro foi o que mostrou menos resultados práticos. Pouco devo ao teatro. E isso de o teatro ajudar com a timidez e com superação de desafios tem um nome: picaretagem encima da insegurança e da insuficiência alheia. O teatro não faz nada mais do que as outras artes fazem, organiza os pensamentos.

E cada um que organize os seus, começando já. Ou daqui a alguns instantes. Ou depois de ver os recados no orkut. Ou depois da série que passa às 19h. É melhor tomar banho antes porque mais tarde vai esfriar. Fome, sempre sinto fome. Não há alimento.

Límerson (poeta, autor, diretor de teatro e jornalista)

On Zona Autônoma Temporária by Hakim Bey

quinta-feira, julho 9th, 2009

 

por Léo Glück - gluckose@hotmail.com

A proposta de revolução
compartimentada, ou, para usar palavra do autor, levante, de Hakim Bey, sugere uma não-permanência de estado que, talvez justamente por ser humana e realista demais, ainda não chega a reparar nossa infinitesimal escassez de liberdade. Ainda assim, como prazeroso expediente emergencial para as insistentes agruras do famigerado sistema político-social mundial, qualquer zona autônoma temporária sugerida libera feixes de energia quimérica que podem propiciar mais atenção sobre aquilo que o autor classifica como o inútil martírio resultante de confrontos diretos com o Estado e suas sujeições.

A leitura de TAZ - Zona Autônoma Temporária faz-se, então, primordial para a tenção de demolição da eterna opressão e do totalitarismo instaurados na história da humanidade desde tempos imemoriais em um mundo que já não suporta mais rever seus próprios e remotos conceitos pela pura e simples pusilanimidade do licencioso capital. O conteúdo de transformação social que há em toda zona autônoma temporária é eficaz pelo tempo que dura e pelo efeito irreversível que provoca. Pode não durar para sempre tanto quanto também pode para sempre permanecer em quem a vivenciou de algum modo: é essa a idéia de reforma revolucionária intensa de Hakim Bey, autor cujo nome por si só já constitui uma TAZ (ou ZAT, em português), uma vez que não se sabe se é verdadeiro ou não, se realmente existe ou não.

Não há — ainda e infelizmente — como escapar inteiramente ao sofrimento terreno, mas há, e isso Bey com maestria nos sugere, com seu “anarquismo ontológico”, como amenizá-lo e até driblá-lo com deleite.