HELIOGÁBALUS APRESENTA: TORLONI´S PARTY

abril 21st, 2010

Wagner submerge ante os cordões de botafogo. Bárbaro e nosso. A formação étnica rica. Riqueza vegetal. O minério. A cozinha. O vatapá, o ouro e a dança. O levante que se precipitou todas as vezes que já tapamos a boca (e abafamos tantos discursos) do europeu com nossas vaginas (outrora tupiniquins). Servas em Chamas! É do colo de nossos patrões que faremos a nossa revolução. Meigas, inexpressivas e excitantes. Quem terá coragem de calar a nossa voz?
Rio, vaudeville do mundo, besame.besame mucho Babilônia submersa.

La Torloni, diva do cinema duvidoso nacional da década de 80 e inicio de 90, te convida para o desbunde.”

24 DE ABRIL 23 HORAS
A GATA COMEU (R. Ubaldino do Amaral, 643 Alto da Glória,Curitiba/PR).
Entrada 5 pilas - contato: HELIOGÁBALUS - divasemchamas@gmail.com

entrevista com Léo Gluck, nossa diva burlesca

abril 19th, 2010

Sagitariana, “meio humana, meio cavalo mesmo”, Léo Glück é só felicidade! Dona de um texto novo, boas ideias, cheia de amigos, visual rico e hipnótico. A sempre performática Léo é nossa menina de ouro. Claro que sou eternamente grato a todas nossas belas do jornal.

Mas, hoje estamos aqui pra falar dela. E a aí vai a dica pra quem gosta da moça: vale a pena conferir a entrevista que ela deu a Gazeta do Povo

CIGARRO E QI - resposta

abril 18th, 2010

Pesquisa: pessoas que começam a fumar passam a ter QI mais baixo

Pesquisa de uma equipe médica israelense concluiu que as pessoas que se tornam tabagistas têm Quociente Intelectual (QI) inferior aos que não adquirem esse hábito. A equipe, coordenada por Mark Weiser, do Centro Médico Sheba, do Hospital Tel-Hashomer, foi feita com 20 mil soldados do Exército de Israel. O estudo mostrou uma correlação direta entre a quantidade de cigarros consumidos e o QI de um indivíduo: quanto mais se fuma, menor é esse quociente. “As pesquisas deixaram claro que pessoas com baixo QI são justamente aquelas que decidem fumar. Não se trata de uma questão sócio-econômica”, afirma Weiser. Para ele, essas conclusões serão úteis na orientação futura dos trabalhos de especialistas em saúde pública.

COMENTÁRIO SOBRE A MATÉRIA CIGARRO E QI
Resposta do cineasta Neson A Bucker Jr

Discordo totalmente e tenho medo da afirmativa na relação cigarro/tabaco e QI. Não acho que Einstein, Deleuze, Vila Lobos, Charles Baudelaire, Albert Camus, Freud, Sartre, Mario Quintana, Bertrand Russel, Jacques Derrida, Pablo Neruda, Henry Miller, Guimarães Rosa, Thomas Mann, Tom Jobim, Grouxo Marx, Stravisnky, Vinicius de Moraes, Oscar Niemeyer (que aliás fuma aos 102 anos!), e a nossa querida Clarice Lispector tivessem baixo QI. Citando Alexandre Aguiar, jurista: ‘A primeira ideologia submersa em todo esse discurso é o cientificismo. Essa doutrina considera que os conhecimentos científicos são a única fonte confiável a respeito da realidade. Mais ainda: o que é científico torna-se definitivo, inquestionável. É preciso deixar claro que ciência e verdade “absoluta” ou “definitiva” são conceitos absolutamente inconciliáveis. Acreditar nessa correlação é ter uma fé, que nada difere da religiosa, na inteligência e na imparcialidade dos cientistas. Também é acreditar que o método científico é poderoso o bastante para, sem erros, abarcar toda a realidade.’ Vamos usar o bom senso sempre. Que o tabaco faz mal, correto que sim, mas será que difere da maioria das coisas que consumimos? Respeitar os individuos é a chave, fumantes e não fumantes na convivência harmoniosa e não disseminar um ‘ódio’ segregador baseado em uma ‘ciência’ que levou por intolerância tantas mortes através do tempo e da história. ‘Caso contrário, assistiremos à perda progressiva da liberdade e da privacidade em nome do objetivo mítico de construir um “ser humano melhor”, em uma sociedade perfeita, livre da doença, do sofrimento e da morte. Por sinal, era o que pretendia Hitler, o primeiro governante a combater tenazmente o cigarro’.

fonte: Jornal Alef - Ano 14 | Edição 1.427 | 04 de abril de 2010

Nossos Parabéns ao Freitas

abril 15th, 2010

Se houver céu depois da terra

abril 9th, 2010

Tive a oportunidade de falar (mais de uma vez) pro Ivo Rodrigues quanto admirava sua música. Taí uma pessoa que nunca me deu vergonha de tietar, e sabe como é difícil tietar. Pois curitibano é do tipo que “fala bem pelas costas”.

Sem desmerecer o trabalho do Bob Dylan apresentei (prum amigo americano) a banda Blindagem assim: “— melhor que Bob Dylan”. Ele sorriu. Mas pior que acho mesmo. E olha que curto bastante Bob Dylan, um gênio valorizado demais. Só sei que na minha cabeça foi o Ivo (e sua turma) que inventaram o rock! Senão o rock’n'roll do Chuck Berry, Elvis, Stones e Raul; pelo menos, o rock caipira paranaense: de trem, cogumelos, bichos do paraná, sete quedas, marginais, massagens na espinha e a santa natureza. Sublimou nosso estado paranaense - daquele jeitão tal qual gostaria que fosse.

Agora Ivo morre e vai se encontrar com Leminski, Fejão e mais uma pá de amigos e admiradores, pra compor novas músicas, tomar umas canas (que ninguem é de ferro) e deixar o céu mais animado. Claro, se houver céu depois da terra

pudera, tomara que a vida quisera… e a gente se encontrará

Grande voz e grande coração. Um cara legal, eu sei

adeus Ivo!

Só tetele

abril 7th, 2010

Os Mulheres Negras

Cine Morguenau e a paixão de Jorge

abril 2nd, 2010

Já é a terceira sexta-feira santa que ensaio publicar a reportagem com seu Jorge de Souza, eterno dono do cine Morguenau - o cimena de rua mais antigo em atividade em Curitiba.

Hoje, sou editor “profissional” de uma tv e admito que não consegui extrair o desejável do material que tenho do Jorge (falecido em outubro de 2009), mesmo assim decidi publicar o vídeo - sem as cenas sonhadas do Garganta Profunda, nem dramatizações do Jorge Jesse James, e nem as frases de efeito  gravadas em k7 - que ainda vamos publicar.

Mesmo cheio de muletas, sempre espero que gostem. Então lá vai:

Cine Morguenau é o cinema de rua mais antigo, ainda em atividade, em Curitiba. Em 1983 deixou de exibir o convencional para exibir filmes pornográficos. Apesar disso não deixou de exbibir a paixão de Cristo na sexta-feira santa. Até que…

Obituário

março 30th, 2010

Obituário é um curta baseado nos contos de Liz Vamp, a filha cineasta, atriz, escritora e vampira do Zé do Caixão (relembre nossa entrevista com essa lenda do cinema).

Liz Vamp desafiou seu pai ao se tornar vampira, depois criou o Dia do Vampiro (13/08), incentivou e incentiva doação de sangue, e ainda arrumou tempo pra ensinar Deborah Secco a seduzir.

Se você gostou desta vampira, saiba que ela acaba de entrar no twitter e no facebook, zero bala, confira lá!

O ÚLTIMO CANTO DO BODE

março 26th, 2010




Todo o totalitarismo da terra em único coro libertário


Nosso canto de ódio e paixão ao expansivo corpo opressor!


efusão, hibridismo, guerra e combate. O fim de uma dinastia.


O ÚLTIMO CANTO DO BODE

(Tomo I - A Bestificação de Rômulo)


dia 27 de março – sábado - 22h30


Casa Vermelha - Largo da Ordem - Ctba

Pombos pomposos e o petróleo que não é nosso

março 25th, 2010


por
Rodrigo Domit - r.domit@bol.com.br

Rio de Janeiro - Entre funcionários públicos liberados às quatro da tarde, milhares de policiais, algumas celebridades, diversas figuras públicas e, por fim, trabalhadores presos pela chuva e pelo congestionamento causado pelo fechamento de suas principais avenidas, o Rio de Janeiro encontrou-se em meio a uma discussão generalizada sobre a mudança nas regras de distribuição dos royalties advindos da exploração do petróleo. No entanto, a discussão ainda permanece extremamente rasa, incoerente e imatura. Por enquanto, trata-se da questão apenas como uma tentativa de roubar o estado e seus municípios, mas ninguém ousa abordar temas mais delicados.


É inegável que os estados e municípios que arcam com os impactos ambientais da exploração devem ter uma contrapartida, mas também é necessário avaliar que a legislação que define a partilha dos recursos (Leis nº 7.990 de 1989 e nº 9.478 de 1997) está defasada em relação à descoberta, em 2006, de uma enorme quantidade de petróleo na camada do pré-sal. No entanto, além de ser necessário debater os benefícios para a União, que tem o direito sobre o petróleo, e a compensação aos Estados e Municípios afetados pela produção e pelo escoamento, é necessário colocar em pauta a transparência na aplicação dos recursos advindos dos royalties, tema que foi discretamente abordado - e apenas pelo Fernando Gabeira - durante o show protesto desta quarta-feira no centro do Rio de Janeiro. É preciso discutir sobre o destino dos recursos, mas é ainda mais importante tornar transparente a sua aplicação, onde quer que seja. Durante a semana, governadores e prefeitos deram entrevistas falando sobre o fechamento de hospitais e escolas, incapacidade de pagar aposentadorias, inviabilização da Copa do Mundo, das Olimpíadas e de tudo o mais caso a emenda Ibsen, como está sendo chamada, fosse aprovada. Estas declarações podem ser consideradas um grande marco: deve ter sido a primeira vez na história que citam publicamente o destino dos recursos advindos dos royalties do petróleo.


Outro ponto a ser colocado em debate, além dos já expostos, é a oportunidade de, com os recursos do petróleo - se bem aplicados, com transparência - promover o desenvolvimento nacional de forma mais justa, homogênea e consistente. Se os recursos da camada do pré-sal seguirem a regra vigente de distribuição dos royalties, o Rio de Janeiro tende a tornar-se um estado cada vez mais rico, mas não tende, necessariamente, a resolver seus problemas sócio-econômicos. Com a aplicação destes recursos, a região sudeste tende a afastar-se ainda mais, em relação a avanço econômico, de outras regiões do país, o que, invariavelmente, acarretaria em um aumento no já saturado fluxo migratório para a capital e região metropolitana. Sendo assim, o que já está inchado, prestes a explodir, tende a expandir-se aos limites do aceitável e, como já aconteceu e acontece, o crescimento desordenado afundará ainda mais em problemas a cidade já conhecida por seus contrastes sócio-econômicos.


Também em relação à aplicação dos recursos, em nenhum momento foi abordada a questão de que o petróleo é um recurso finito - além de ser um grande poluente - e que, enquanto o país colhe os frutos de sua exploração, deve preocupar-se tanto em evitar os impactos da exploração quanto em investir na pesquisa de energias limpas e renováveis, visando, desse modo, o desenvolvimento sustentável de uma nação que venha a se tornar independente do petróleo muito antes deste se esgotar.


Por fim, mas não menos importante, cabe lembrar a todos os envolvidos no debate que, hoje em dia, o petróleo está longe de ser nosso. Enquanto os campos de exploração vão sendo leiloados, a gasolina e o transporte público ficam cada vez mais caros. A fatia que cabe a nós, brasileiros, varia entre 5 a 10% do que é extraído dos poços de petróleo e gás natural. Dessa pequena parcela, quando a extração é feita nas plataformas continentais, os Estados e Municípios - apenas os afetados direta ou indiretamente - recebem aproximadamente 22,5%. Na ponta do lápis, a cada R$100,00 de óleo bruto extraído do pré-sal, o Estado e o Município afetado recebem, em conjunto, entre R$2,25 (não dá nem para pegar um ônibus) e R$4,50.


Sendo assim, para finalizar, ao invés de aproveitarmos a situação para colocar em pauta temas como a transparência da administração pública, o desenvolvimento equilibrado e sustentável da nação e os direitos da mesma sobre o petróleo explorado em seus territórios, infelizmente nos rendemos ao abjeto espetáculo de alguns pombos pomposos, que disputam migalhas em praça pública.


Rodrigo Domit é escritor, consultor de marketing e voluntário em projetos sociais, culturais e ambientais. Mantém o blog www.tirocurto.blogspot.com, colabora com o site Algo a Dizer - onde este texto foi publicado originalmente, e acaba de lançar seu primeiro livro “Vem cá que eu te conto”