Posts Tagged ‘CINEMA’

Utopira, o filme

segunda-feira, junho 21st, 2010

Jovens contemporâneos diante de questionamentos e incertezas, num mergulho aos meandros da mente humana. Um filme independente, realizado em Curitiba (Brasil), em 2009.

Direção e Produção: Jackson Sardá, Gustavo Jugend, Igor Viana Muller e Eduardo Rohn.

Elenco: João Graf, Bruno Jugend, Angelo Cruz, Larissa Jorge, Pietro Almeida, Allan Ralph, Yara Barros, Daniel Gonzaga, Lucas Lara, André Fraxino e Rafael Bavoso.



Nossos Parabéns ao Freitas

quinta-feira, abril 15th, 2010

Cine Morguenau e a paixão de Jorge

sexta-feira, abril 2nd, 2010

Já é a terceira sexta-feira santa que ensaio publicar a reportagem com seu Jorge de Souza, eterno dono do cine Morguenau - o cimena de rua mais antigo em atividade em Curitiba.

Hoje, sou editor “profissional” de uma tv e admito que não consegui extrair o desejável do material que tenho do Jorge (falecido em outubro de 2009), mesmo assim decidi publicar o vídeo - sem as cenas sonhadas do Garganta Profunda, nem dramatizações do Jorge Jesse James, e nem as frases de efeito  gravadas em k7 - que ainda vamos publicar.

Mesmo cheio de muletas, sempre espero que gostem. Então lá vai:

Cine Morguenau é o cinema de rua mais antigo, ainda em atividade, em Curitiba. Em 1983 deixou de exibir o convencional para exibir filmes pornográficos. Apesar disso não deixou de exbibir a paixão de Cristo na sexta-feira santa. Até que…

Avatar

quinta-feira, janeiro 21st, 2010

por Thalita Uba (uba_thali@yahoo.com.br)

“Avatar” não se trata de um filme bom ou ruim. É um marco cinematográfico, você TEM que assistir. Simples assim.

A nova produção do megalomaníaco James Cameron (aquele do Titanic) traz o universo no ano de 2154 e os seres humanos, que - obviamente - já destruíram tudo em seu próprio planeta, explorando um mundo chamado Pandora em busca do minério Unobtanium. Pandora é habitada por uma espécie de criaturas denominadas Na’vi, seres azuis com cerca de três metros de altura, longas caudas e completamente em harmonia com o meio ambiente em que vivem. Os humanos querem explorar a mineração do planeta, os Na’vi querem proteger sua natureza e, naturalmente, a batalha está travada.

Dá, sim, pra enumerar uma série de motivos que enquadrariam “Avatar” em uma lista de filmes bem medíocres (tais como a pavorosa estrutura de folhetim, que eu, particularmente, abomino, e algumas falhas de roteiro bastante comuns a grandes produções muito mais preocupadas com os efeitos visuais que com o enredo). Mas durante a maior parte do filme, o espectador está tão envolvido na trama (ou tão ensurdecido pelo barulho colossal das caixas de som do Imax) que muitas falhas se mostram completamente relevantes.

Não vá ao cinema esperando se surpreender com a história. Tudo será entregue a você já pré-digerido e nada foge ao que você já previa que fosse acontecer. Toda magia do filme está no deslumbramento visual que ele causa, fazendo todo mundo sair da sala meio tonto. O volume de elementos na tela é simplesmente absurdo, a riqueza técnica da produção realmente impressiona, coisa que se tornou rara quando se trata de cinemão blockbuster (visto que sempre se cria uma expectativa imensa em torno do que está por aparecer na tela e a decepção é quase inevitável). O 3D é, contudo, peça chave na criação dessa fascinação toda. Não assistir ao filme em 3D deve ser bastante maçante.

Por fim, pra não dizer que o roteiro é de todo mal, trata-se de um assunto muito recorrente e em voga atualmente: a destruição do planeta pelo ser humano. É bastante difícil retratar um assunto tão discutido de forma tão diferente e isso - acho que ninguém pode discordar - James Cameron certamente conseguiu. Duvido que haja alguém que tenha tido contato com a colorida Pandora que não tenha se comovido com a causa Na’vi e não queria saborear um pouquinho mais aquele mundo tão fantástico.

Curta 8 – Festival Internacional de Cinema Super 8 de Curitiba

sexta-feira, outubro 23rd, 2009


Em sua quinta edição, o festival que iniciou como mostra abre pela segunda vez suas portas para receber filmes do mundo todo – no ano passado foram exibidos 47 trabalhos de onze países. Os curtas-metragens podem ser enviados por correio para um dos três pontos de coleta nas cidades de Curitiba, Londres e Estocolmo. A Caixa Econômica Federal promove o evento através da CAIXA Cultural Curitiba, que o recebe em sua sede na cidade, pelo segundo ano consecutivo, entre os dias 23 e 25 de outubro.

Três dias de programação: mais de 54 filmes.

E sexta-feira tem a exibição dos filmes produzidos na oficina de Tomada Única ministrada por Leandro Bossy Ship e Pedro Merege.
Nesta oficina 12 realizadores receberam um cartucho super 8, com o desafio de fazer um curta cm edição no gatilho da câmera, no ato de filmar,ou seja,sem edição posterior.

Detalhe: nenhum dos realizadores viu seu filme ainda. A exibição no festival será uma surpresa tanto para o público, quanto para o diretor - que verá seu filme pela primeira vez.

Eu, Leandro Hammesschmidt, sou um dos participantes desta oficina. Não sem nem dirigir carro, nem danças, mas dirigi o filme “e assim morremos nós”. É foda fazer um filme, mas o processo é legal! Até agora não acabei a trilha.Se é que vai ter uma trilha.

Contei com ajuda de muita gente: Gladson Fabian Marques, Leandro Ship, Franco Fuchs, Rosangela, Felipe H, Paulo Monteiro, Antonio Caffia, Joel, Pedro Merege, Henrique Ribeiro, Eduardo Salomon, Gabriela, Sara, Cancela, Wellington Bujokas (gaita), ideias de István Örkény, minhas e de mais alguns

Merchan:

E assim morremos nós (3′20″) trata da história de um diretor de tv que consegue autorização para rodar um doc. sobre a morte

Serviço:

Curta 8 – festival internacional de cinema Super 8 de Curitiba
mais de 50 filmes
data: 23, 24 e 25 de outubro
local: Teatro da Caixa, rua Conselheiro Laurindo, 280
entrada gratuita

programação (bem por cima)

23/out (sexta-feira):
tarde:credenciamento imprensa
noite:
(19 h) abertura
(20:10 h) exibição curtas em competição: oficina Tomada Única
(21 h) filmes em competição

24/out (sábado):
tarde:
(16 h) curtas sessão informativa
(17 h) retrospectiva super 8 argentino
noite (20:10 h) exibição curtas em competição: oficina Tomada Única,
(21 h) filmes em competição

25/out (domingo):
tarde: (17 h) retrospectiva super 8 Brazuca
noite: (20:30 h) cerimônia de encerramento com exibição dos filmes premiados

mais informações
www.curta8.com.br

estréia do filme Eva

quarta-feira, outubro 14th, 2009


“Albert é um fotógrafo retratista.
Acompanhamos seu cotidiano em meio a impressões e retratos, que utilizam a cidade e seus habitantes como pano de fundo.
Um corpo estranho surge na vida de Albert e desencadea uma jornada existencial que tem como finalidade, a exorcização do passado.”

Nesta quinta-feira (15/10) será realizado o lançamento do filme EVA, na Cinemateca de Curitiba. EVA é o primeiro longa-metragem do diretor curitibano Arnaldo Belotto. O filme aborda o amor perdido, o peso da ausência, a fragilidade, representados no personagem de EVA.

Filmado em apenas um mês e com uma verba de aproximadamente R$4.000,00, EVA não se adequa aos padrões do cinema convencional. Explorando sempre as sensações, o filme traz uma narrativa lenta e introspectiva. “Procurei sair da zona de conforto comparado aos filmes do momento, trabalhei com tempo estendido e com o silêncio e sei que isso pode incomodar um pouco as pessoas”, diz o diretor.

Participaram como atores principais Bruno Girello e Carolina Fauquemont. Bruno é Albert um fotógrafo atormentado por suas lembranças e Carolina é Eva, o símbolo deste passado, que Albert carrega e cuida. O filme conta com diversas participações especiais como Luthero de Almeida, Regina Bastos, Thadeu Wojciechowski “Polaco da Barreirinha” e o duo FélixBravo que assina a trilha sonora do filme.

João FÉLIX e Bernardo BRAVO compuseram quatro músicas para o longa,são elas: Vera, Guadalupe, 1974 e EVA. Mais informações sobre o duo http://www.felixbravo.com.br

Para conhecer um pouco mais das gravações e do filme, acesse http://filmeeva.blogspot.com. No blog existem entrevistas com a equipe, fotos do filme, cartazes e informações sobre a trilha sonora.

Serviço:
“Eva” o longa-metragem independente de Arnaldo Belotto (destilaria.tv) estréia dia 15 de outubro (quinta-feira) às 19:30 e 20:40h na Cinemateca de Curitiba - rua Rua Carlos Cavalcanti, 1174, São Francisco. Entrada franca.

descubra mais sobre este filme na reportagem da Vanda Moraes - Um filme Sensorial

Oficina Super Oito: (03) último dia de inscrições

quinta-feira, setembro 3rd, 2009

Estão abertas (só até hoje, 03) as inscrições para a 2º Oficina gratuita de produção em Super 8 que acontece nos dias 6, 7 e 8 de setembro, na cinemateca de Curitiba. Os interessados devem enviar um currículo simplificado ao e-mail superoito@yahoo.com.br e não precisam ter qualquer experiência anterior com filmagem em película.

A oficina é uma atividade do festival Curta 8 que acontece em Outubro. A Caixa Cultural arca com os custos de um rolo de filme 8mm, com a revelação e empresta (para cada realizador) equipamentos como câmera e fotômetros caso o realizador não possua equipamento próprio.

Harry Potter e o enigma do Príncipe

quarta-feira, julho 15th, 2009

 por Thalita Uba - uba_thali@yahoo.com.br

É com grande lamento que venho relatar minha decepção ao assistir, em primeira mão, ao filme que relata mais uma parte da saga do bruxo mais famoso do mundo. Harry Potter e o enigma do Príncipe, que chega às telas nesta quarta, segue o mau exemplo do 5° filme (baseado em Harry Potter e a Ordem da Fênix), trazendo mudanças significativas na história original e pecando na adaptação do roteiro, frustrando fãs e leitores assíduos da coleção de J. K. Rowling.

Não bastassem as modificações chulas feitas na história do livro (que, por exemplo, eliminaram boa parte da graça do romance entre Harry Potter e Gina Weasley), a criação de cenas novas se mostrou completamente desnecessária, uma vez que muita informação importante fora deixada de fora – não há, por exemplo, menção aos elfos domésticos, importantes na saga e essenciais na continuação da história; os personagens Bill Weasley e Fleur Delacour, presentes desde o início do livro, foram simplesmente eliminados da trama; e diversas memórias importantes compartilhadas com Harry Potter por Alvo Dumbledore foram descartadas. Além disso, diversas passagens não ficaram claras – graças a um roteiro mal amarrado e à eliminação de fatos importantes. Some-se a isso a péssima atuação de Daniel Radcliffe (Harry Potter), que, já não sendo um dos atores mais primorosos de sua idade, conseguiu fazer com que diversas cenas que deveriam, a princípio, ser comoventes e tocantes, ficassem desprovidas de qualquer emoção. Além dele, Michael Gambon (Alvo Dumbledore) também conseguiu a façanha de suprimir a calma e a serenidade que o querido diretor de Hogwarts tem nos livros. Por fim, lamento a pouca relevância com que o filme tratou momentos cruciais do livro (como a briga entre os Comensais da Morte e a Ordem da Fênix), abolindo uma necessária dose de suspense e ação que poderiam ter rendido aos responsáveis pelos efeitos especiais um belo divertimento.

Para não dizer que tudo foi um desastre, a fotografia do filme agrada. Os tons escuros utilizados pelo diretor de fotografia garantem a dramaticidade necessária à trama. Destaque também para Jim Broadbent, que faz com excelência o papel de Horácio Slughorn. Para encerrar a breve lista de “prós” do filme, menção honrosa para a direção de arte, que conseguiu fazer com que os estúdios da Warner Bros se parecessem realmente com a escola de magia e bruxaria descrita nos livros.

Parece-me, infelizmente, que Steve Kloves (roteirista, que também adaptou os quatro primeiros filmes da franquia) se perdeu no meio do caminho. Não sei se por influência de David Yates (que dirigiu somente Harry Potter e a Ordem da Fênix e Harry Potter e o enigma do Príncipe) ou por falta de habilidade para colocar na tela as 652 páginas do livro. O fato é que, mais uma vez, uma história coesa e sem falhas no papel chega às telas de forma distorcida e confusa. Uma pena para os fãs do bruxo.

horas de verão – A arte plena ao alcance de todos

terça-feira, julho 14th, 2009

por Joba Tridente - jobatridente@hotmail.com


Horas de Verão
é a Arte de fazer Arte de colecionar Arte de herdar Arte de avaliar Arte de comprar Arte de expor Arte de ver Arte.


É possível herdar objetos de arte e com eles o sentimento de quem os produziu ou as lembranças de quem os adquiriu? Quando um objeto meramente funcional se transforma em arte? O que é arte? Horas de Verão (L’Heure D’Eté), filme de Olivier Assayas, trata com ternura e beleza dessas e de outras questões relacionadas à arte de viver e conviver com arte em família, antes e depois da herança que vai além dos bens materiais.

 

Com roteiro do próprio Olivier Assayas e a sutileza na marcante fotografia de Eric Gautier, Horas de Verão inicia com a comemoração dos 75 anos da elegantíssima Hélène (Edith Scob), na companhia dos três filhos: o economista Fréderic (Charles Berling) - que mora na França, a designer Adrienne (Juliette Binoche) - que mora nos Estados Unidos, e o executivo Jérémie (Jérémie Reinier) - que mora na China, além das noras e netos. Enquanto os filhos comemoram o raro reencontro, Hélène tem preocupações que somente Fréderic ouve: o destino das obras de arte reunidas pelo tio-avô Paul Berthier, também grande artista, após a morte dela, que não tarda. Não há um testamento, apenas anotações e conversas soltas sobre a conservação e o destino das obras e da própria casa. Com dois filhos morando fora da França, e sem intenção de voltar, é hora de cada um dos irmãos tomar a sua decisão em relação aos bens herdados: preservar um bem que, apesar das boas lembranças, não será usufruídos por todos ou se desfazer dele, descartando completamente o passado, e aproveitar o ganho com a venda para refazer a vida no presente? Em Depois da Vida (Wandâfaru Raifu) belíssimo filme de Hirokazu Kore-Eda, de 1998, a história gira em torno de uma única lembrança, a melhor, que acompanhará o espírito de uma pessoa por toda a eternidade. Dizem que quando alguém morre não leva nada da vida…, mas, por menos que se tenha, sempre se deixa alguma coisa, como é o caso de Horas de Verão.

 

Muita gente, durante a vida, junta uma coisinha aqui e outra ali, peças de arte ou que serão consagradas como tal depois…, cujo valor maior é a lembrança a que elas remetem. A convidativa casa de Hélène, repleta de obras de arte e de boas memórias, algumas intencionalmente fugidias, não é um museu aberto a apressados visitantes indiferentes às obras expostas. Ali, peça a peça, cada traço, cada pincelada num caderno de esboços e até mesmo cacos de uma escultura de Degas, quebrada por Fréderic, quando criança, tem uma história que, com interesse e dedicação, pode ser resgatada. Ali, cada objeto parece ter sido adquirido para o espaço que ocupa. Coisa alguma está fora de lugar…, apenas o tempo parece não concordar.

 

Como cada um dos filhos (e mesmo terceiros) trata a herança deixada por Hélène, é a grande metáfora do filme. Para o filho mais velho, saudosista, é importante manter tudo como está, para o usufruto de toda a família, em dias que passam mais depressa do que se espera e a tecnologia acaba cegando a todos para as coisas mais simples da vida, como um olhar mais demorado para um vaso que, dependendo do ponto de vista, pode ser um caríssimo objeto de arte ou um simples utilitário para acomodar um ramalhete de flores do campo. Para os dois irmãos, distantes até mesmo das lembranças da infância, a herança parece um fardo que pode ser útil com a venda de tudo ou um peso com a manutenção de uma casa que não desejam mais usufruir. Com a morte da mãe todas as suas lembranças, mesmo que compartilhadas pelos filhos, morreram com ela. E assim como a casa de Hélène fica vazia de lembranças e objetos, também as obras de arte, expostas no Museu D’Orsay, parecem vazias de sentimento e de interesse aos visitantes.

 

Horas de Verão tem uma narrativa distinta que flui em ritmos e espaços diferentes. Enquanto no interior da França, tudo é tranqüilo, saudável, em um clima nostálgico e lúdico de casa de campo com jardins, risos, bosque, cantoria, frutos selvagens…, em Paris vive-se a agitação, o clima neurótico na cidade claustrofóbica com seus ruídos, apartamentos, enlatados, escritórios, elevadores, comida rápida, trânsito ensandecido, onde todos parecem estar constantemente atrasados. Até mesmo a conversa entre os irmãos, sobre o destino da rica herança, muda de humor quando sai da sala da velha casa para terminar num apertado escritório em Paris.

 

Horas de Verão não é um filme previsível e muito menos sem fim, como é comum no cinema francês…, e tão pouco uma película para se ver estressado. Horas de Verão é para ser saboreado com tranquilidade, pois só assim é possível ver e compreender o belo reflexo do começo no final.

Outros Olhos

quarta-feira, junho 10th, 2009

estréia em julho/09

foto_Gabriela Leirias

por Gladson Fabian - fabianjournalsociety@yahoo.com.br

Outros Olhos, uma produção da oitava turma do curso de cinema digital da Cinemateca de Curitiba fala sobre identidades, sobre ver e não sentir, sobre sentir e não poder ver. Clara, uma moça doente procura Heitor, parcialmente cego, solitário e rejeitado em uma redação de um jornal qualquer, escrevendo sobre obituários de forma lírica, que encantam a bela moça. Enquanto sua estranha relação se aprofunda, uma terceira pessoa (o vigilante) vê tudo pelo olhar das câmeras do prédio, e de seu vazio existencial busca imitar o que acredita ser um cenário de vida mais rico que a solidão de sua cabine de monitoramento.