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Convite pra um carnaval diferente

domingo, fevereiro 7th, 2010

Ano passado participei de carnaval agro ecológico em uma comunidade alternativa lá em São Luiz do Purunã  foi uma experiência gratificante, bem legal mesmo!  relatei aqui no Tiragosto

Acabei de receber o convite para o carnaval deste ano  e quero compartilhar:

CARNAVAL ECOLÓGICO 2010 em São Luiz do Purunã,
ao lado do morro do Cristo, na morada circular do Marcos Mandala

na programação:

Mutirão, brincadeiras, oficinas, culinária viva, conversas, música, fogueira, sincronário galático, biocontruções…
Mas tudo isso só será possível com a presença d@s guerreir@s galálicos levando a energia da paz e da luta para construir uma nova sociedade, unindo os nossos sonhos, emoções e energias para propor uma ruptura coerente com tudo que não condiz com a nossa proposta para uma consciência planetária unificada em defesa de GAIA…

Marquinhos Mandala espera pelos tod@s guerreir@s levando toda experiência dessa difícil caminhada…
quem ainda não teve oportunidade de conhecer será bem vindo…

Lembrando a importância da contribuição financeira, uma forma de mostrar que acreditamos na proposta e para contribuir na manutenção desse lindo lugar que vem sento um espaço maravilhoso onde muitas das minhas mais importantes reflexões aconteceram, e estou torcendo pra quando voltar encontrar essa lugar todo especial ainda mais lindo!
Sugerimos um valor simbólico de R$30,00 reais antecipado ou R$50,00 na hora, para compra de alimento agroecológico e possíveis materiais que serão utilizados nas oficinas…

Levem barracas, canecas, pratos, capa de chuva, material para montanha, etc…

SERVIÇO:

O carnaval agroecológico começa dia 12/02 e vai até dia 16/02

local:
O acampamento circular do Mago Marcos Mandala perto do Morro do cristo, em São Luiz do Purunã - veja o mapa

Inscrições: Quem quiser fazer o depósito (30 pilas) pode fazê-lo no Banco do Brasil - Ag 3262-x Conta Corrente - 15.938-7  em nome de Gustavo Guedes de Castro enviar e-mail informando do depósito para gustavo@soyloporti.org.br

+ informações com Jopa (41) 8826-3526 - jopadoidao@hotmail.com e/ou Alessander Fagundes - vonwagners@hotmail.com 

Ecologizando

terça-feira, março 10th, 2009

Permacultura. Bio-construção. Agroecologia. Que diacho é isso tudo? Conforme o prometido na reportagem especial sobre o carnaval ecológico em São Luiz do Purunã, nosso amigo João Paulo Santana agora nos esclarece esses conceitos. Leia a carta que ele nos enviou:

Olá pessoal do TiraGosto!
 
Hoje ao ler um livro, consegui parar por um momento e refleti a respeito do meu futuro e da maneira como conduzirei minha vida. Pensei também na melhor maneira de explicar para as pessoas o que é este estilo de vida que levo e os motivos pelos quais me tornei a pessoa que sou.
 
Quando digo que sou bio-construtor, permacultor ou um iniciante dos estudos da agroecologia não é raro eu já imaginar como retirar a expressão de espanto do rosto das pessoas. Na verdade não existe mistério, e sim explicações. Se analisarmos a palavra “bio-construção” , podemos pensar que é um termo contraditório, uma vez que “bio” significa vida e não tem nada a ver com construção.
 
Pois bem, este termo bio-construção foi adotado para denominar as construções que buscam deixar o menor impacto ambiental possível no meio em que serão inseridas, de maneira a respeitar a vida e a biosfera. Podemos chamar portanto de bio-construção uma construção feita com barro, bambu, madeira, grama e materiais que possam ser absorvidos pelo meio ambiente ou busquem causar o menor impacto ambiental possível.
 
A permacultura é um conjunto de técnicas e práticas que buscam trazer literalmente uma cultura permanente (”Permanent Culture” em inglês) para o estilo de vida das pessoas e maneiras de realizar planejamento territorial, seja este território uma casa, uma chácara, uma fazenda ou até mesmo uma cidade. Está contido no mesmo conjunto de técnicas o equilíbrio entre homem e natureza, tentando se reproduzir os sistemas para o benefício humano da mesma maneira como são no meio ambiente, ou seja, em equilíbrio.
 
Da mesma maneira, a agroecologia é o resultado da produção de alimentos com técnicas e práticas ecológicas. Na agroecologia não são utilizados agrotóxicos ou fertilizantes industriais. Em vez disto, buscam-se desenvolver e aplicar os fertilizantes da própria natureza e o controle de pragas através do equilíbrio do sistema onde se está cultivando. Os sistemas agroecológicos buscam sempre equilibrar o que está em excesso ou em falta para que se reproduza ali como é no meio ambiente a produção de alimentos ou o cultivo da terra.
 
Podemos concluir portanto que agroecologia e permacultura abordam as mesmas técnicas e métodos, porém o pessoal da agroecologia desenvolve mais as técnicas relacionadas à agricultura e o pessoal da permacultura desenvolve mais as técnicas relacionadas a construções. Tudo isso está dentro da Ecologia.

João Paulo Santana
Bio-construtor e Permacultor
Tel: 41 8826 3526

UM CARNAVAL DIFERENTE

sexta-feira, fevereiro 27th, 2009

por Águia Galáctica ou Leandro Hammerschmidt

A vista é linda do alto de uma montanha em Balsa Nova, início do segundo planalto do Paraná. “Daqui dá pra ver bem a babilônia” garante Cachorro Rítmico – um dos rapazes de 20 e poucos anos que está ali fugido de Curitiba pra se dedicar a plantar, entoar músicas de paz e se abraçar em torno da fogueira. Além disso, o pessoal veio ali no chamado Encontro Consciência Planetária em São Luiz do Purunã pra aprender, trocar, reunir e aplicar tecnologias (antigas até), mas que são bem capazes de solucionar sérios problemas ambientais como: a poluição da água, a má utilização dos recursos naturais, a destruição de florestas.

Sem medo de dizer Terra Galáctica, um estudante de agronomia também conhecido como Fábio Nunes, afirma que ali eles estão na vanguarda. Porque aquela prática de vida sustentável (pra usar uma palavra da moda), ou seja, aquela prática de usar os recursos naturais sem esgotá-los “é o que há!”.

Calcule comigo quantos litros de água jogamos fora numa simples descarga? Oito ou dez litros pra se livrar do que o pessoal da Agroecologia* chama de o “verdadeiro ouro negro”. Sendo que, com um simples Banheiro Seco podemos compostar (isso mesmo, compostar nossas fezes) e aproveitar aquilo tudo para adubo. E acredite: um adubo sem cheiro, pois o composto fica num recipiente que toma sol o dia todo pra alcançar altas temperaturas - eliminando cheiros e esterilizando a matéria.

Mas sinceramente, também não sou daqueles que se sentiria bem comendo um tomate adubado com compostos de um Banheiro Seco. Afinal merda é merda. Mas nem é este o caso, o X da questão é “preservar água primeiro e se puder aproveitar o composto depois, que seja”. Pois com tantos problemas ambientais, os pobres do mundo correndo risco de sofrer (em breve) cada vez mais com a falta de água (é bom lembrar que não existe substituto para água; diferente do petróleo, que se acabar “tudo bem”, afinal conseguiremos desenvolver outras fontes de energia). Mas água não, água é fundamental pra saúde, pra agricultura, pra vida. “Não duramos duas semanas sem água”. Então, é obvio que não estamos em condições de jogar dez litros de água – seja por nojinho, questões estéticas na construção, ou fecofobia. Não estamos em condições, mas é o acontece na sua, na minha, na nossa casa – todos os dias.

Mesmo assim, concordamos que já passa a hora de buscar e aplicar soluções como o Banheiro Seco. Mas a idéia é aplicar a alternativa em grande escala. O duro seria convencer minha mãe a fazer um banheiro destes aqui em casa. Pensando bem, mais duro que convencer minha mãe seria convencer grandes empresas e grandes negócios a largar os lucros que tem com o vigente sistema de esgoto, encanamentos, acessórios etc e tal.

Pra você ter uma idéia ano passado começamos a fazer um banheiro aqui em casa, com canos de cobre pra água aquecida a gás; acontece que nem finalizamos o banheiro e já se foram cinco paus. Acredite se quiser! Segundo a minha mama “banheiro é 50% da casa”. Então, por isso também você começa a sacar que o buraco é mais embaixo. Que é muito dinheiro rolando. Sem contar que “a inércia é a força mais poderosa do comportamento humano”. E não tem como dizer que cuidar de um Banheiro Seco seja mais fácil que apertar um botão e desaparecer com a merda. Mas quem sabe um dia… quando a água bater na bunda.

Pra essa hora a tecnologia está aí. Mas pra acontecer em grande escala precisamos de uma mudança de pensamento e/ou de um empurrãozinho dos legisladores, dos prefeitos, presidentes, síndicos, moradores; sei lá de quem, de repente da gente mesmo.

Confesso que acharia bom se algumas coisas fossem leis. Tipo assim: você é obrigado (sob pena de multa) a separar lixo, você é obrigado a tratar seu esgoto, você é obrigado a compostar lixo orgânico (cascas, frutas) em seu quintal, você é obrigado a captar água da chuva. Também poderíamos economizar dinheiro abrindo mão de embalagens; usando o transporte público (desde que fosse eficiente e barato). Começo a pensar nas leis e sinto que mora um ditador em mim!

Se não é possível legislar, não esqueça que podemos usar meios pra insuflar mudanças. E, assim acontece com a palavra sustentabilidade que chega como um modismo e vai sendo incorporado. “Agora todo intervalo comercial da rede Globo tem alguma coisa sobre a preservação do meio ambiente”, garante Antonia Rother, estudante de Bio Medicina. E, seja por consciência ou puro marketing, não importa, “podemos tirar proveito disso”.

Procurei ali mesmo no alto da montanha, perto do Cristo Redentor de São Luiz do Purunã, João Paulo “Jopa”, um permacultor especialista em Bio-construções, pra me explicar sobre o assunto e descobri que a pesquisa na área vai a todo vapor. Por exemplo, quem é o homem mais rico da China hoje? Um cara que negocia sistemas pra captação da energia solar. Detalhe, o aparelho do chinês custa um décimo do que custaria na Europa. Como diria um sábio cobrador do São Braz “a percisão (sic) é que faz o sapo pular”. E o negócio é por aí mesmo, a China cresce rápido e precisa de muita energia pra crescer. Assim, os interesses e esforços se voltam pra estas alternativas.

Já combinamos e o Jopa, permacultor especialista em Bio-construções, vai trazer detalhes deste assunto pro leitor do TiraGosto. Guenta aí!

*Agroecologia é uma “filosofia de vida”, também conhecida como a agricultura orgânica, um conceito que se contrapõe ao agronegócio, a utilização de insumos químicos, a degradação do meio ambiente e do homem em si

VOLTANDO A RODA

sexta-feira, fevereiro 27th, 2009

 



Na minha primeira noite de Encontro Consciência Planetária estava levando aquele papo com o Jopa quando Lucas Raoni, irmão do Mattoso, me chamou pra curtir uma vibe na fogueira. Lá o pessoal se chamava de caminhante, semente, macaca, águia, estrela e a gente boiando. Descobrimos que aqueles nomes eram os kins deles, uma espécie de signo, de acordo com o Calendário da Paz - um híbrido de várias culturas (Maia, I Chi), também baseado na lua e no corpo humano, nas treze articulações, vinte dedos e sabe-se mais lá o que.

Através da agenda do calendário da paz descobriram que meu Kin é Águia Galática e o do Lucas Raoni (que já tem este nome místico) era Noite Harmoniosa. Acho que o Lucas não gostou de primeira do seu Kin, mas passou a gostar depois que descobriu uma revista no chão que dizia que Noite Harmoniosa pode ser o responsável por juntar a galera pra night. 

Ficamos até altas horas sapecando na fogueira - altos papos e boas vibrações. Destaque para as refeições maravilhosas, pros reggaes arrastados do Cachorro Rítmico, uma camarada do GEAE, e não posso me esquecer de elogiar as músicas que um tal Manelzin, codinome Águia  Azul, inventava. Seis estudos geniais!

Confesso que na fogueira senti muita falta de um garrafão de vinho, pra animar as meninas. Aliás, cada menina linda. Mas estávamos num carnaval diferente. Um esquema de família (e pensando assim era meio broxante). Éramos uma grande família mesmo, com direito a orações e agradecimentos pela comida. Até a distribuição das tarefas eram feita entre as famílias e seus respectivos dedos dentro da grande família. Aprendi que o corpo do homem e o ciclo da lua são usados pra contar o tempo. Descobri que a nossa vida está muito ligada aos astros. Mais do lembramos! Que podemos mandar energia lá pras estrelas através das nossas mãos e que podemos até concentrar estas energias pra desatolar um carro, claro sem despertar a ajuda de um jipe quatro por quatro. Olhando pra cima visualizei (pela primeira vez claramente) a constelação de Orium e percebi que o ele vai errar aquele flecha.

 Voltando das estrelas, me contaram que o dia seguinte seria o dia de trabalho da família do “dedo anelar” e pra meu alívio descobri que meu dedo era o polegar, todos os polegares. Então, pensei que deve vir disto meu impulso pra fazer sinal de positivo na hora de posar pra fotografias. E, talvez isso também explique minha afinidade com boleiros e pagodeiros.

 

A gente viaja nestes eventos - Aliás, ouvi muitas explicações malucas e auto-afirmativas sobre o ser e seu kin. O pior é que muitas faziam sentido. Por exemplo, o que significa ser semente? Descobri que a pessoa semente gosta de reproduzir. Dica interessante pra se procurar uma mulher nestas rodas. Alecsander Won Wagner (parente do compositor Richard Wagner) deu seu irmão Fagner como exemplo “ele é semente e vive fazendo cruzas (entre os bichos)”. Curioso é que a pessoa descobre e incorpora o Kin, assimilando e/ou ressaltando as características do seu signo: “o caminhante é um cara que viaja”, “o águia é observador”, “as macacas são brincantes, sorridentes”, “dragão vai lá cuidar da fogueira!”; outra coisa bem interessante é que neste lance dos Kins não vi a idéia de bom e mau.

O MAGO KIN-TAO DESBRAVADOR DO MATO

sexta-feira, fevereiro 27th, 2009

 



Fico curioso tentando saber qual é o Kin de Marcos Mandala, o cara que mora lá na montanha de São Luiz do Purunã em tempo integral há cinco luas (o ciclo da lua é de 28 dias).
Pro amigo leitor entender bem o que ele esta fazendo lá, vou lhe contar algumas curiosidades:

Mandala tem muitas histórias, um dia junto com dois amigos jogou fora, literalmente, todo seu dinheiro. Depois disso eles chegaram numa cidade lá do nordeste e foram distribuindo seus artesanatos. Até um dono de um imóvel posto a venda lhes ofereceu a casa para passar uns dias. Segundo Mandala as pessoas começaram a trazer frutas em agradecimento pelos presentes. E aquela “peregrinação” até a casa ajudou a vender o imóvel. Tanto que quando eles estavam de partida, o dono da imóvel ofereceu comissão aos três pela venda da casa, mas o dinheiro foi gentilmente negado.

Não me lembro se tirei alguma foto dele, mas se você quiser visualizar seu rosto pense em alguém sereno, bonito e saudável. Feliz da vida por ter deixado a babilônia para trás, pra ser um desbravador do mato, longe da correria da cidade, Mandala vive sem eletricidade, mora numa Kombi estilosa. Toma banho numa bica. Cozinha com fogo a lenha. Planta sua comida e quando precisa vai buscar trigo num moinho ali perto. Mandala é um padeiro de mão cheia. Vivia disso aqui em Curitiba. Tem segredos, além dos ingredientes orgânicos, capricha no amor e na dedicação. E, sem exagero, o bicho faz o melhor pão integral que já provei “cheio de pedaços de castanha e tão compacto que a gente precisa cortar com serrote”. Sem falar na tão apreciada torta de banana.

AGORA VAMOS FALAR DOS PROJETOS

sexta-feira, fevereiro 27th, 2009

 

Mandala conta com a força e apoio de muita gente: Jopa, bichos-grilos, daimistas e especialmente dos membros do GEAE - Grupo de Estudos de Agricultura Ecológica da UFPR - pretende fazer daquele espaço uma espécie de parque Agroecológico, referência de sustentabilidade e redução de impacto na natureza. Pra isso, Mandala está se reunindo com prefeitos e autoridades da região. Negociando com empresas como a Itambé Cimentos, visível ali do alto da montanha, a revitalização da estradinha que dá acesso ao Cristo de Balsa Nova.

E as perspectivas são boas, muitas empresas estão a fim de ajudar. No Paraná, por exemplo, existe o Condomínio da Biodiversidade que apóia projetos de preservação da natureza.  Mandala sonha com a licitação do restaurante do Cristo. Aproveito aqui para parabenizar os cozinheiros da turma. Em geral, as refeições foram maravilhosas: salada de frutas com mingau e amendoim no café, polenta com carne de soja no almoço, e sopas pra mais tarde na fogueira. Ah, e tortas de banana que caem bem a qualquer hora do dia.

 

GEAE

Existe a idéia de fazer uma Bio-construtora com os membros do GEAE, pra dar uma oportunidade de emprego pra gente que não quer pretende atuar no sistema tradicional do agronegócio. E a rapaziada do GEAE tem até uma Bio-construção em seu terreno, a “Ecobaia”

 

Lembrando que o GEAE é uma ONG de 25 anos que faz “miséria” com seu terreno de 1000 metros quadrados no setor de ciências agrárias.  Lá você encontra: aroeira, araucária, amora, amora silvestre, angica, cedro, pau brasil, imbuia, guapuruvum, araçá, pitanga, uva do Japão, melancia, maracujá, laranja, limão, figo, maça, pêssego, uva, abacate,  mexerica, banana, ingá, mamona, mandioca, babosa, pata de vaca, orégano, manjericão, manjerona, hortelã, confrei, rami (rasteira), salsinha, cebolinha, cheiro-verde, coentro, endro, alecrim, salvia, osmari, hortelã, erva-doce, folha gorda, mentruz, pulmonária, confrei, açafrão, maria-pretinha, brócolis, cebolinhas, couve-flor, espinafre, alface, rúcula, repolho, agrião, feijão (fava, de porco, carioca, guandar, fava rajada), taioba, papiro, mil folhas, tremoço, café, tomate cereja, bambu (3 tipos), batatas, batata yacon, berinjela, cará, dedalero, milho avati, orapronobis, abobora, pimenta, cana-de-açúcar, chuchu, çaijuçara, pimenta, babosa, Cosme, planta carnívora, bromélia, orquídeas, coró, besouro, minhoca, baratas, joaninha, pulgão, aranhas, formigas, cupins, galinhas, ratos, passarinhos, canarinhos da terra, tucano, papagaio, 7 cores, andorinha…

 

Fora um monte de Bicho grilo.  Mas não sei bem direito como o mercado vai aproveitar esta rapaziada que está na “vanguarda” desenvolvendo a Agroecologia. Pois segundo o estudante de Zootecnia, Rafael Cabreira, mais conhecido com Pumba, “o GEAE é o avesso do que eles ensinam no curso de agronomia”. Mas ainda segundo ele, “a gente só quer o mundo melhor – começando pelas galinhas”. Levando ao pé da letra a brincadeira do Pumba eles criaram um Banco Germoplasma. Calma aí, deixa explicar, na prática eles cruzam vários tipos de frangos – melhorando a genética dos frangotes e depois espalham eles por aí.

 

 

Mas não podemos dizer que a Agroecologia está abandonado, pelo contrario, o Governo do Estado do Paraná inclusive tem até uma secretaria, a CPRA, pra cuidar destes assuntos. Tanto que em novembro vai acontecer em Curitiba o CBA - Congresso Brasileiro de Agroecologia. E o pessoal do GEAE foi escalado pra receber os participantes. Tomara que até lá o “parque Agroecológico” esteja funcionando pro pessoal do evento provar a torta de banana do Mago Kin-Tao.

 

Aho!!!