lá no japão
sexta-feira, março 12th, 2010as paredes tremiam…
― o que foi, teu homem vai à guerra?
as paredes tremiam…
― o que foi, teu homem vai à guerra?
a mulher pede um frete:
pra dar o preço
meu pai deixa o homem da cobra lacônico
China, o que você tem aí pra gente beber?
r: kaise !
Coração Verde Branco - o Filme, dirigido por Gilson de Paula, será exibido no próximo sábado (14), às 16 h, na sede da MUC, que fica anexo ao estádio Couto Pereira, no Alto da Glória, ao lado da nova loja do Coxa.
advinha quem era garçom?
evair e aladim”
ps. pra mim o Evair ainda deveria estar jogando - com cilindro de oxigênio nas costas e tudo

Um drink no inferno. E o garçom é meu amigo. Em cima do balcão uma ruiva branquinha dançando. Alerto um cara: “Olha bicho, cuidado que essa mina dá chute”. E ele me responde “eu sei” mostrando o beiço cortado
por Leandro Hammerschmidt
Confesso que aceitei desconfiado o convite do Carlos Zava pra ir ao Opera 1 curtir o festival Bio Dementia Vampiria - de música gótica. Primeiro, porque não sou muito fã deste estilo de música, de vida, de arquitetura, sei lá que diabo. Nada contra, nada mesmo, mas, na verdade, nunca soube ao certo o significado de ser “gótico”. Era uma criança quando assisti “De Corpo e Alma” e me lembro do gótico Reginaldo, interpretado por Eri Jonhson – mas calculo que aquilo seja mais um estereótipo de novela da Gloria Perez. Só que não desprezo estereótipos. Eles servem pra facilitar nossa “compreensão” das coisas. Além do que, como diz o Michael Jackson “a mentira vira verdade”, e nem é questão de repetir. A coisa vai se fazendo. Enfim.
Fui ao Bio Dementia cheio de velhas ideias e levei minha irmã Sabrina (como fotógrafa), e meu camarada Sandro Sal (pra beber mesmo). Na escada do Opera encontramos um monte de gente branca e maquiada. Fiquei enciumado com a receptividade das moças para com a minha irmã. Nada comigo.
Na programação do Bio Dementia Vampiria anunciava pirofagia, concurso de fantasia (melhor vampiro, melhor vítima) e boa música. E, realmente, a banda Nahtaivel é surpreendente: o cara de coringa toca um dark electro sinistro e o guitarrista é um negão fudido. O que deu a entender a principal atração do festival era a banda Encarmation, uma cover de The Sisters of Mercy e a terceira banda era Scarlet Leaves.
Sinceramente me lembro só da primeira porque estava sumido no show da segunda e fiz uma “saída de emergência” antes da última.
Dark Roon
Estou solteiro e dei um perdido na minha turma pra conferir o quarto escuro e, olha, fiquei satisfeito, muito satisfeito! Além de ter cerveja à preço razoável (pra balada), no Opera 1 dá mais mulher que homem. Uhul. E dei sorte aquele dia. As coisas iam tão bem que já não me agüentava mais de esperar o momento em que as portas seriam trancadas e as moças virariam vampiras e o DJ anunciaria no microfone a nossa morte, ou pior, às portas trancadas e de repente o uivo horripilante do lobisomem americano em Curitiba. Qualquer coisa de cinema. Mas não, claro que não, né! No máximo o Zé Pilintra estava solto na balada. Mas ninguém virou lobisomem. Pelo menos, na minha frente. Talvez lá no Dark Roon. Oh, yeah, lá no Opera tem um quarto escuro cheio de vampiras lésbicas!
Ar fresco e ventos do passado
Saí pra tomar um ar no largo da ordem, pensando em voltar. No passeio encontrei um povo “gótico” ali nas escadarias - perto das ruínas da São Francisco - no lugar onde está enterrada a cabeça da cobra-verde que destrói o chão e os muros da cidade -, é lá mesmo onde a rapaziada joga peteca e toma vinho.
Subi as escadas, dei uma olhada e senti saudade da adolescência: quando gostava e freqüentava muito o largo da ordem. Quando ia direto ao Bills Bar curtir um cover. Encontrava o Feijão, o Farofa, o Fedor, Gnomo, Kolb e toda a turma do Colégio Estadual do Paraná – bom tempo. Quem viveu sabe que no Bills todos os dias a gente podia ouvir Paranoid, dar uns gritos e conhecer gente esquisita. E foi nesse lugar que tive contato com algumas pessoas que reconheci como góticos.
Naquela época, adolescente, não “fui pras cabeças”, e pior, fui bem cusão até, ao recusar o convite da minha primeira mulher pra tomar um vinho com eles no cemitério municipal. E ler poesia, será?
Gosto de vinho, viro uma “borsa” quando tomo muito, mas não curto lenga lenga: rituais, poesia, grupos. Mas nem sabia que o negócio era quente. Senão até teria me infiltrado antes.
O que é ser gótico?
Existe um site que explica em poucas palavras o que é ser gótico. Como não tinha a referência e nem resposta para “o que é ser gótico?” Procurei resposta na fila da cerveja: perguntei a um cara, mais ou menos da minha idade, 26, se existe um grupo de góticos, uma seita, uma confraria, sei lá que diabos, aqui em Curitiba? E ele foi taxativo ao dizer que não! Garantiu-me que o que existe hoje é um estilo, um estilo de rock.
Como estava me dando bem com as originais e já sem força de vontade pra apurar as informações. Resolvi dar por encerrada minha pesquisa jornalística e passei a curtir a festa e fotografar as beldades que dançavam em cima do balcão. Fotografei ao melhor maior estilo “uau, domingo legal”, mas é claro que não vou publicá-las - vai saber a idade das vampiras.
E só acabou quando quis dar uma de Terry Richardson e fotografar o quarto escuro. Turma, na real, só bati um flash pra alumiar a festa, ser a lâmpada da orgia. Porra, sou da muka! Mas não colou, levei um esporro daqueles. E fiquei quieto, no máximo rindo, porque sei que fui moleque, mas… Deixe baixo. Como estava (tarde), sem alho, sem razão, cozido e ainda em minoria, achei melhor sair da festa batido e evitar derramamento de sangue tipo A+.
Nahtaivel
galera
expectativa no balcão do bar
estes já conhecem o show das minas
ai ai
o sangue era azedinho
joelhinho ralado, que pecado!
até agora não entendi o que significa Bio Dementia Vampiria
pyro
tinha pro pessoal do metal também
dá-lhe kiss
igual pinto no lixo
chega!
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pizza, cerveja preta… ela te seca do banho e você dorme, no meio da noite olha o quintal atrás de um bandido. O bandido de vocês. Você é o homem que escuta a porta. Ela se assusta e vocês se divertem com um peido na hora errada.
a vida é simples, senti, mas não faz sentido
por Leandro Hammerschmidt
Quando assisti DI, do Glauber Rocha, filme premiado em Cannes, voltei a gostar mais dele e percebi: a única coisa que interessa é a liberdade, especialmente na montagem, e Glauber tem! Nada mais, DI é só o velório e enterro do pintor das mulatas… com recortes, vermelho, dentes, patranhas, antonio/marina, umbabarauma, a força de 22 e as palavras do Glauber explodindo.
A família pediu e a justiça interditou a exibição pública. Tomara que não interditem nosso blog: